Reprovar pra quê? NÃO DEIXE SEU FILHO PARA TRÁS!
(MESTRES: vamos ensinar sem provas!!!)
(MESTRES: vamos ensinar sem provas!!!)
Trata-se do que eu penso.
Todo ano no Brasil, são reprovados 3,2 milhões de alunos, 11,5% do total do alunado. Em repetência, gastam-se quase 10 bilhões de reais por ano.
A repetência no ensino fundamental é maior que a evasão; já no ensino médio, é o contrário: a evasão é maior que a repetência.
Ocorre que a repetência no ensino fundamental tem efeito dominó: antecipará inevitavelmente a maioridade dentro dos muros da escola, ou seja, reforça a tese de que: Reprovar, NO FINAL DAS CONTAS, é dizer ao aluno que ele não precisa do ENSINO MÉDIO.
Claro que a evasão escolar no ensino médio se dá também por outras questões. Vamos a um raio-X do Brasil.
Outras questões para evasão são:
gravidez na adolescência (546 mil em 2015 - quase 20% de todos os partos), morte (especialmente de jovens negros, 318 mil nos últimos 10 anos) e trabalho (temos quase 3 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho no Brasil!!)
Ninguém fica na escola regular depois dos 18 anos.
Não tem sentido.
Esse é só mais um motivo para esse absurdo chamado reprovação.
Outras questões para evasão são:
gravidez na adolescência (546 mil em 2015 - quase 20% de todos os partos), morte (especialmente de jovens negros, 318 mil nos últimos 10 anos) e trabalho (temos quase 3 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho no Brasil!!)
Ninguém fica na escola regular depois dos 18 anos.
Não tem sentido.
Esse é só mais um motivo para esse absurdo chamado reprovação.
Chamem o Vigotski e vocês entenderão que essa ideia de "série" e "ano" é uma invenção. Então é absolutamente artificial dizer que o aluno não pode sair do sexto ano e ir para o sétimo ano porque ele "não dará conta". Isso, com todo o respeito, é um exercício pretensioso e carregado de incerteza e de vidência (como se todos os outros não o fossem...). A nota baixa em determinado componente deveria ser apenas um identificador para um ato personalizado de correção e resgate. Mais nada.
O ensino tradicional deveria seguir para o divã, conversar com o analista, perceber seus equívocos, e aceitar o imperativo de que "educar é impossível". E dialogar mais.
Estamos produzindo sim, uma legião de alunos estressados, doentes, sem colocação social, sem preparo para o trabalho, sem autonomia, sem dinheiro, sem silabário completo, sem coragem, sem poder crítico, sem iniciativa de se construir.
A reprovação para o aluno é só mais um abalo narcísico na formação da identidade das nossas crianças e dos nossos adolescentes. A conta logo chegará, não só para as famílias, mas para a sociedade.
A escola deveria ter alunos entre 6 e 17 anos, em ato contínuo e pronto.
Depois disso, ele é cidadão, quer queira ou não.
Depois disso, ele é cidadão, quer queira ou não.
Quantas vezes escutei em conselho de classe (outro absurdo do sistema educacional) "fazer o ano de novo vai fazer bem pra ele..." MENTIRA! Faz bem para profissionais egoicos, para o bolso de alguns e serve para deixar claro, aos sadistas e fascistas de plantão sobre "quem é que manda aqui". Para o aluno e para a família, poderá será um desastre.
Aos meus amigos professores, eu lanço um desafio: tentem ensinar nossos alunos sem o objetivo da prova!!! Será uma experiência gratificante, tenham certeza!! Não tenham medo do sistema!! Não se acovardem, se acreditam!!! Já disse antes: "a prova é a palmatória ressignificada".
Alguém vai dizer: "sem prova, a escola vira uma baderna! Um lugar onde ninguém estudaria! Onde ninguém aprende nada!"
Respondo.
A escola não é uma baderna porque é uma instituição totalitária, que pune a baderna. Se não fosse seu estatuto de ortopedia moral, a escola seria uma baderna. A prova é só uma instrumento de ficção para manter a ideia condutora da massa, ora chamada de alunos. Por dentro, o aluno faz baderna. além do que, perguntaria: o que é baderna? Que eles saíssem de sala? Se misturassem sem a preocupação da faixa etária? que eles falassem entre si? que eles pudessem assumir outras posições organizadas na aprendizagem? que eles possam criticar? emitir a opinião dele? Opa!! Tô dentro dessa baderna!!
Respondo.
A escola não é uma baderna porque é uma instituição totalitária, que pune a baderna. Se não fosse seu estatuto de ortopedia moral, a escola seria uma baderna. A prova é só uma instrumento de ficção para manter a ideia condutora da massa, ora chamada de alunos. Por dentro, o aluno faz baderna. além do que, perguntaria: o que é baderna? Que eles saíssem de sala? Se misturassem sem a preocupação da faixa etária? que eles falassem entre si? que eles pudessem assumir outras posições organizadas na aprendizagem? que eles possam criticar? emitir a opinião dele? Opa!! Tô dentro dessa baderna!!
Sobre estudar e aprender, fiquem tranquilos: na situação atual ninguém está aprendendo nada, ou no máximo, esquecerão tudo em breve. Ou seja, nada vai mudar. Com baderna ou sem baderna. Todo mundo sabe disso: pais, professores, diretores, alunos, cães, periquitos, etc.
Reprovar significa desqualificar para o prosseguimento. É reduzir a história do indivíduo em uma perspectiva indutivista, uma perspectiva altamente combalida por diversos pensadores (leiamos Popper, por favor). Indutivista é aquele que cartesianamente acredita que o que passou afirma positivamente o que virá.
Reprovar significa antecipar o não-vir-a-ser do cidadão.
Reprovar é inventar-lhe o pecado.
Não temos esse direito.
Reprovar significa antecipar o não-vir-a-ser do cidadão.
Reprovar é inventar-lhe o pecado.
Não temos esse direito.
Pais, entendam: a escola atual tornou-se um lugar que é pouco mais que um lugar de tutela de menores.
Tutela por tutela, não deixe seu filho para trás.
Não deixem seus filhos repetirem de ano!
Lutem!
Tutela por tutela, não deixe seu filho para trás.
Não deixem seus filhos repetirem de ano!
Lutem!
Desinventem a reprovação, por favor!!!
POR UM NOVO LUGAR PEDAGÓGICO